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Consciência animal


Enquanto a vida permanece intacta
Os seus olhos continuam abrindo
Alguns continuam andando
A lua acordando enquanto o sol está dormindo
Você tem amigos e inimigos
E eles o têm,
Nós comemos a nossa alma
E bebemos do líquido vermelho,
As veias saltadas
Os olhos serrados
A ética bem longe e a imoralidade ao seu lado.

Somos religiosos e vampiros
Nos conhecemos à partir do espelho sem reflexo
Côncavo ou convexo
Não importa o lado
Você reflete o que seus pais ensinam
Os animais nos parecem
Os seres humanos dominam
Mesmo que assim não fosse
Nada seríamos...

A não ser que toda consciência fosse mesmo consciente
O futuro só se enquadra no presente
Quando o passado cai em amnésia
Pode ser duvidoso, mas é certeza
Somos derivados da natureza
Ela sobrevive se quisermos.

Mas nem mesmo acreditamos que podemos
Enquanto podemos mais do que é acreditável.
Infelizmente somos sujeira não lavável
Mas só somos porque queremos ser.
Quando alguém quiser mudar
E alguém quiser mudar,
Talvez seja possível vivermos dignamente
E não seremos animais domadamente indomáveis
Sem vida e com dinheiro,
Sentindo metade enquanto inteiro,
Fazendo o mal dizendo ser por bem,
Ninguém é igual a ninguém,
Mas mais vale um pé só e um pulo à frente
Que dois e continuarmos regredindo.

Enquanto isso continuo resistindo
Ao irresistível prazer de morrer enquanto vivo
Morrer por ser diferentemente igual
Morrer por termos sido
A causa da nossa própria morte.
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Inarmonia

Em Zenão se fica rouco
Mas em Bocage lhes faço loucos!


Falta nada neste povo
Que crê faltar dinheiro
Falta nada n’universo
E a ganância o alcança primeiro

Onde está a gema deste ovo?
Que de burrice há em nímio!
Está aonde não há inteligência do homem
Que ainda não conhece o Grande Cítio.

Não há mais tanto tempo
De pensar em mil desejos
Que volte às leis do cosmos
E a valorizar além do Tejo.

Onde está o heroísmo
De quem vive nesta guerra?
A melhor coisa a fazer
É a Lucidez do Estoísmo!


Stênio Santos
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Ninguém vê

Seres abomináveis
Indomáveis e inescrupulosos
Sente saudade, honrados e saudados
Por seus atos baixos, propaganda barata
De quem tem sangue de barata
Você não tem culpa, é consequência inata
De sangue e DNA fraudados
Nunca seremos anjos, sempre soldados
Numa vamos progredir e morreremos machucados
Por não ter nem ao menos vontade
De dar valor
À única coisa que podemos ter com verdade
Não falo de dinheiro
E tem muita gente que vai à igreja para pedir isto
Pobres ignorantes
Somos de coração amante
Destino errante,
Mas temos amor.
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Cegos olhos

Não é seu corpo que te faz ir para o fundo do poço
São seus olhos que nada visam
É tua mente que nada pensa
São teus princípios que nunca nasceram
Sadios ou sádicos pensamentos da tua luta insensata
É isso que te mata.

De uma frase mais pensada
Dois goles insanos de tal filosofada
Entendo que não quer ouvir aquele que tudo vê
Ou acha que vê
Porque olha para o escuro e mente enxergar
Sem caminho, sem muro, sem ideal para se apoiar.
Você não tem nada.
É isso que te mata.

Ah! Cegos de dois olhos
Insalubre cegueira dos séculos
Ninguém vê, finge que crê
E fazem-se donos da verdade.
Tua cura tem preço
Três gotas de colírio por tua catarata
É! É isso que te mata!




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