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Minha Terra: Fenix Favela

Minha Terra: Fenix Favela
Na terra onde eu nasci
"Pistolas" penetram orifícios dolorosamente,
Dando a vida ou concedendo a morte.
(Pois)
Na terra onde eu nasci,
Sou filho do indivíduo que matou o pai do meu melhor amigo,
E assim mesmo faço-me dele irmão, por não termos nem pai, nem mãe nem oração.
(Pois)
Na terra onde eu nasci,
A comida fria da marmita se mistura
Com o suor do povo e da labuta
E a indigestão digere que o mundo talvez tenha esse sabor imundo.
(Pois)
Na terra onde eu nasci
Eu queria estudar mas não tinha como pagar
Eu queria comer mas não tinha como comprar
(Pois)
Na terra onde eu nasci
Não há Páscoa, aniversário ou Natal,
Temos somente a fé como matriz primordial.
(Pois)
Na terra onde eu nasci
Não há valia em atravessar o antártico, desbravar o ártico, vencer o atlântico, passando pelo índico, para enfim morrer de teoria no pacífico.
(Pois)
Na terra onde eu nasci
A multiplicação de gente
Corre solta tão aguda feito água de nascente.
(Pois)
Na terra onde eu nasci
Exercer potencialidades
Significa resistir brava e silenciosamente: uma cruz, outra chaga, novas maldades.
(Pois)
Na terra onde eu nasci
A tristeza fútil mancha de sangue as lágrimas
Aglomeradas de pseudos
Do Sr. Satisfeito.
(Pois)
(Bem aqui) Na terra onde eu nasci
Sonho com o dia em que te levantas da cama acolchoada,
E como eu viva pela empreitada que é matar dia-a-dia essa charada:
A esperança é verde, como um campinho fresco que chamo de meu,
Neste campinho há uma carta que grita: Vem buscar-me que ainda sou teu.
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