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Óbvio



Uma rima óbvia
É óbvio que você não entende
Subjuga toda pedra que se forma
Acha-se maior que o Onipresente
Trata-se de enganar-se
E eu nego a tua profana audácia
Tua vela direcionada contra o vento
Pronta para prostrar-se à favor de si mesma
Pelo ego que traz consigo.

Eu lamento
Sua falta de sabedoria
Ousada, compara-a com a minha
Eu sou diferença – homem cego que pensa
Você não é nem si mesma
É parte da água fria que congela qualquer tempo
E não falo de paixão ou qualquer fervor
Falo da geladeira vazia
Que se serve de ilusão fria
Ostentando sonho de amor.

Não consigo deixar que minha rima,
Por mais que a obviedade a torne minha,
Torna-se sua enquanto sua ausência conforta.

E tão obviamente
Você julga a rima pobre.
Tua consciência podre,
Imunda e sem fundamento,
Não consegue plantar minúscula semente
Por não saber ser óbvio por dentro
E não estamos falando de sentimento
E sim que é óbvio o que sinto
E é tudo questão de pressentimento
Pois agora pressinto
Que enquanto você está lendo
Sua mente está rejeitando
E o seu coração chorando
Seus pelos arrepiando
E continua não entendendo.

E eu nessa história?
Continuo andando
Escrevendo para quem continuar lendo
Quem sabe transformando
Tão obviamente pelas palavras sinceras
Não digo que sejam belas
Mas pararam as feras para lê-las.

Então que seja assim
Eu dizendo, você lendo,
Mal interpretando, alguns entendendo,
E obviamente, todos vivendo.
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